- Então os demônios
do oriente vieram e comeram a cabeça dele? - perguntou a pequena, apenas com os
olhos arregalados a mostra, o restante de seu corpo miúdo já estava debaixo da
coberta azulada desde que percebera que o pai contaria uma daquelas histórias
aterrorizantes.
A luz azulada da
lua cheia iluminava o pequeno quarto, e apesar do medo que a menina possuía de
insetos o pai insistiu para que a janela ficasse aberta enquanto contava a
história, além de ser uma daquelas noites abafadas de verão, o intuito maior
era o de assustar a filha em um momento de suspense, este que logo chegaria.
